O que leva uma cidade com pouco mais de 100 mil habitantes a figurar entre os municípios brasileiros com melhor índice de desenvolvimento humano? Com certeza, isso não acontece de um dia para o outro. Depende de planejamento, seriedade e transparência nas políticas públicas.
Nesta semana, o resultado do trabalho realizado em Atibaia, que vem melhorando a condição de vida de muitas famílias, foi estampado nas páginas dos principais jornais do país. Isso porque Atibaia ocupa a nona colocação no ranking das cidades mais eficientes na área das políticas públicas. O ranking foi criado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), criado para medir 5.590 municípios com o objetivo de mostrar o avanço das pequenas e médicas cidades brasileiras. Os dados são referentes ao ano de 2005 e correspondem às informações oficiais dos Ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostra as condições dos municípios nas áreas de saúde, educação e renda. No IFDM, Atibaia alcançou 0,8972 ponto. O indicador varia entre 0 e1 e, quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento da cidade. Indaiatuba, que ficou em primeiro lugar na lista, obteve 0,9368 ponto.
O índice Firjan
O indicador da Firjan avalia, anualmente, a evolução dos municípios, ou seja, a eficiência das políticas públicas implantadas e o desenvolvimento humano, econômico e social.
O objetivo dos técnicos da entidade foi criar um indicador similar ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), da Organização das Nações Unidas (ONU).
No IFDM, foram avaliados três quesitos: renda, educação e saúde. Os técnicos da Firjan, ao invés de avaliarem o PIB per capita, mediram a geração de emprego formal e os salários médios de até três mínimos. No quesito saúde, em vez de longevidade, foram avaliados consultas pré-natal, óbitos por causas mal definidas e mortes infantis evitáveis.
Já a educação, em vez de considerar apenas a taxa geral de matrícula, foi avaliada pela abrangência da educação infantil e por itens qualitativos como: taxa de abandono, distorção idade/série, professores com curso superior, média de horas-aula e desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).