O diretor do Festival Internacional de Curta-Metragens, João Paulo Macedo, destacou, em entrevista, a importância do evento para o desenvolvimento regional do Alentejo de Portugal. Segundo ele, nenhum evento cultural consegue promover a economia e o turismo de Évora e da região do Alentejo como o FIKE. “O Festival é muito mais que um evento cultural, trata-se de um evento para o desenvolvimento regional do Alentejo”, salientou.
Macedo disse que a trajetória do FIKE, em sua sétima edição, é marcada pela luta permanente pela sobrevivência, já que os recursos conquistados sempre são inferiores aos necessários. Macedo acredita que o festival deveria receber mais incentivos do poder público. “Conseguimos trazer ma equipe canadense que está documentando todo nosso festival para transmiti-lo em uma hora e meia em um canal de televisão. Isso significa um retorno de publicidade para Évora jamais conquistado por outro evento cultural aqui realizado”, desabafou.
Delegação Brasileira
Ontem à noite, a delegação brasileira prestou homenagens a um coral da cidade de Ferreira do Alentejo. A cidade fica a poucos quilômetros de Évora e mantém uma forte tradição do “canto alentejano”, versos cantados por gerações que retratam o sofrimento do povo que vivia, principalmente, da agricultura e que possui muita semelhança com a moda de viola.
O coral se apresentou no auditório da Universidade de Évora, após a exibição de um documentário sobre as tradições do Alentejo. A delegação brasileira entregou publicações de Atibaia para o regente do coral e também para o presidente da Câmara daquela cidade, Anibal Costa, presente no evento.
Na sessão das 22 horas de ontem, mais dois curtas brasileiros foram exibidos na mostra competitiva, Cine Zé Sozinho e Vida Fuleira. No total, cinco filmes brasileiros estão competindo no Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora.
Hoje, dia 24 de novembro, o prefeito Beto Tricoli chegará para integrar a delegação brasileira em Évora como a principal autoridade internacional convidada.
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